segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sulino, Amarito e Douradense




NOS BRAÇOS DA SAUDADE
(José Fortuna/Sulino)

Na sombra da noite calma quando tudo está silente
os olhos do pensamento nos convidam amavelmente
para ver coisas que ha tempo de nossa mente fugiu
e a gente não acredita que aquilo já existiu

Coisas distantes deixadas, nem sabe onde se escondem
e nos mostra bem direitinho como foi o anteontem
e naquele doce enlevo nas imagens refletidas
sonhando acordado vemos as passagens de nossa vida.

Nós vemos nossa mocidade que ficou despedaçada
os amores que já tivemos na curva da longa estrada
em nossos rostos nós vemos vagando sinais videntes
vaidades que foram deixadas por quem nos quis loucamente

Mais além nós avistamos a nossa querida infância
a escolinha onde estudamos nos bons tempos de criança
nós vemos nossa inocência tão pura como água da fonte
a pensar que o fim do mundo era ali no horizonte.

Nós vemos os campos floridos, a casinha onde moramos
as águas do ribeirão, onde felizes banhamos
com dez sabugos de milho imitando juntas de bois,
nos vemos lá no terreiro brincando de carro de boi

E nessa divagação, a nossa mente se cansa
e pára pra descansar no céu azul da lembrança,
neste instante o sono chega e tudo se desvanece
e nos braços da saudade chorando a gente adormece.


Essa maravilha de poesia em forma de música é uma das faixas deste precioso álbum, Obrigado Amigo e Compadre Paulo "Pé Vermeio" Lúcio por essa preciosidade

Boneca linda
Estou ficando velho
Festa de formatura
Grande liquidação
Nos braços da saudade
Não consigo te esquecer
O poncho e o laço
Quatro caminhos
Rastros de saudade
Seguirei para sempre seus passos
Sete leguas

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